O Esporte e o avanço da tecnologia
Ela começou no esporte em 2000, após concluir o segundo grau técnico de Administração. Além de atleta, é psicóloga. Participou de muitas competições e coleciona medalhas ao longo de 17 anos de carreira. Terezinha Guilhermina, 38 anos, é atleta paraolímpica na modalidade velocista. Entre as competições que participou, sua maior conquista aconteceu nos jogos de Atenas, quando conquistou a medalha de bronze nos 400 m. Nos jogos em Pequim, obteve a medalha de prata no 100 m, ouro nos 200 m e bronze nos 400 m. Nos jogos de Londres conseguiu a medalha de ouro no 100m e nos 200 m. Já nos jogos do Rio de Janeiro, conquistou medalha de prata no revezamento quatro por 100 m e bronze nos 400 m rasos.
‘’O esporte, para mim é um divisor de águas. Antes eu era alguém que apenas sonhava, hoje, realizo os meus sonhos!’’, afirma.
‘’O esporte, para mim é um divisor de águas. Antes eu era alguém que apenas sonhava, hoje, realizo os meus sonhos!’’, afirma.
Todas essas conquistas de Terezinha não vieram de modo fácil. Assim como outras atletas paraolímpicas, ela enfrentou diversas dificuldades e desafios. Mas a tecnologia tem sido uma grande aliada para superar os empecilhos de atletas paraolímpicos, como ela, assumindo um papel importante, para o melhor desempenho desses esportistas nas competições.
Atualmente o esporte conta com infraestrutura e equipamentos que facilitam a vida do atleta, além dos serviços de empresas especializadas, como as escolas e faculdades que contribuem com pesquisas, para o desenvolvimento nos jogos.
‘’Nos últimos 10 anos podemos considerar que não somente a tecnologia dos equipamentos e instrumentos tem ajudado no desempenho esportivo de alto rendimento, mas o conhecimento científico que possibilita a melhor avaliação e a melhor programação de treinamento aos atletas’’, explica José Marques, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
A faculdade é responsável por ajudar os atletas nas atividades de extensão, coordenadas por docentes do departamento de Educação Física, além de realizar trabalhos científicos para a inovação e empreendedorismo tecnológico. As ações coordenadas pela Secretaria Geral de Ações Afirmativas (SAADE) – Federal, também ajudam os esportistas paraolímpicos.
Para José Marques, a tecnologia tem contribuído com melhoria na performance dos atletas, com a minimização das lesões nos treinamentos e nas competições.
Por intermédio da tecnologia, os atletas conseguem superar os seus limites e esses equipamentos e infraestrutura ajudam nesses desafios. ‘’Só para dar um exemplo do uso de tecnologia simples: colchões de amortecimento utilizado no atletismo, nas modalidades dos saltos com vara e altura. A excepcional técnica do norte-americano Dick Fosbury só foi possível pelo uso de colchões para amortecimento da queda. Isso possibilitou que o esporte adquirisse a beleza de uma técnica, atualmente utilizada por todos os atletas’’, destaca.
A Tecnologia no esporte
A Recoma é uma empresa que está presente no mercado há 38 anos, seu principal produto inicial foi o desenvolvimento de pisos de madeira, mas em 1994, a empresa criou outros tipos de pisos, com o foco em pisos esportivos. Em 2004, com o grande número de demandas de seus clientes, a empresa também investiu em infraestrutura de quadras e ginásios.
O engenheiro e diretor de Marketing da empresa, Victor Schildt, ressalta que a Recoma tem um papel importante no desempenho dos atletas. Em 2007, nos jogos do Pan-Americano no Engenhão, no Rio, a empresa cuidou de toda parte de infraestrutura, assim como nos jogos olímpicos de 2016. Com o passar dos anos, a Recoma passou a desenvolver outros tipos de pisos para cada modalidade no esporte. No centro paraolímpico foram feitos pisos de madeira, tatames adaptados, pisos portátil e grama sintética para o treinamento dos atletas.
“A cultura do esporte criou uma vontade de oferecermos melhores equipamentos. Hoje, esses atletas têm a necessidade de serem atendidos com equipamentos modernos, diferente do que foi há 5 anos. Não dá para oferecermos um piso de concreto. Pisos esportivos contribuem muito com a atividade dos atletas”, diz Schildt.
O esporte Paraolímpico também conta com uma entidade, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) que oferece aos atletas o desenvolvimento no esporte e alto rendimento para pessoas com deficiência, além de representar e liderar o país. ‘’O papel do Comitê Paraolímpico Brasileiro é de organizar a participação do país em competições continentais, mundiais e jogos paraolímpicos, além de promover o desenvolvimento dos diversos esportes paraolímpicos no Brasil, em articulação com as respectivas organizações nacionais. Atualmente o CPB desempenha a função de confederação, organizando o calendário de competições de cinco modalidades: atletismo, natação, halterofilismo, esgrima em cadeira de rodas e tiro esportivo’’, destaca o site do Comitê.
‘’Nos últimos 10 anos podemos considerar que não somente a tecnologia dos equipamentos e instrumentos tem ajudado no desempenho esportivo de alto rendimento, mas o conhecimento científico que possibilita a melhor avaliação e a melhor programação de treinamento aos atletas’’, explica José Marques, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
A faculdade é responsável por ajudar os atletas nas atividades de extensão, coordenadas por docentes do departamento de Educação Física, além de realizar trabalhos científicos para a inovação e empreendedorismo tecnológico. As ações coordenadas pela Secretaria Geral de Ações Afirmativas (SAADE) – Federal, também ajudam os esportistas paraolímpicos.
Para José Marques, a tecnologia tem contribuído com melhoria na performance dos atletas, com a minimização das lesões nos treinamentos e nas competições.
Por intermédio da tecnologia, os atletas conseguem superar os seus limites e esses equipamentos e infraestrutura ajudam nesses desafios. ‘’Só para dar um exemplo do uso de tecnologia simples: colchões de amortecimento utilizado no atletismo, nas modalidades dos saltos com vara e altura. A excepcional técnica do norte-americano Dick Fosbury só foi possível pelo uso de colchões para amortecimento da queda. Isso possibilitou que o esporte adquirisse a beleza de uma técnica, atualmente utilizada por todos os atletas’’, destaca.
A Tecnologia no esporte
A Recoma é uma empresa que está presente no mercado há 38 anos, seu principal produto inicial foi o desenvolvimento de pisos de madeira, mas em 1994, a empresa criou outros tipos de pisos, com o foco em pisos esportivos. Em 2004, com o grande número de demandas de seus clientes, a empresa também investiu em infraestrutura de quadras e ginásios.
O engenheiro e diretor de Marketing da empresa, Victor Schildt, ressalta que a Recoma tem um papel importante no desempenho dos atletas. Em 2007, nos jogos do Pan-Americano no Engenhão, no Rio, a empresa cuidou de toda parte de infraestrutura, assim como nos jogos olímpicos de 2016. Com o passar dos anos, a Recoma passou a desenvolver outros tipos de pisos para cada modalidade no esporte. No centro paraolímpico foram feitos pisos de madeira, tatames adaptados, pisos portátil e grama sintética para o treinamento dos atletas.
“A cultura do esporte criou uma vontade de oferecermos melhores equipamentos. Hoje, esses atletas têm a necessidade de serem atendidos com equipamentos modernos, diferente do que foi há 5 anos. Não dá para oferecermos um piso de concreto. Pisos esportivos contribuem muito com a atividade dos atletas”, diz Schildt.
O esporte Paraolímpico também conta com uma entidade, o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) que oferece aos atletas o desenvolvimento no esporte e alto rendimento para pessoas com deficiência, além de representar e liderar o país. ‘’O papel do Comitê Paraolímpico Brasileiro é de organizar a participação do país em competições continentais, mundiais e jogos paraolímpicos, além de promover o desenvolvimento dos diversos esportes paraolímpicos no Brasil, em articulação com as respectivas organizações nacionais. Atualmente o CPB desempenha a função de confederação, organizando o calendário de competições de cinco modalidades: atletismo, natação, halterofilismo, esgrima em cadeira de rodas e tiro esportivo’’, destaca o site do Comitê.
Daniela Christoffer é jornalista, apresentadora, repórter esportiva e editora do Blog Esporte & Saúde. Ela teve a experiência de fazer a cobertura dos jogos paraolímpicos do Rio 2016. “Eu digo que não somente os atletas realizam um ciclo Paraolímpico, nós, como jornalistas também. Durante quatro anos tive a oportunidade de acompanhar de perto o desenvolvimento, a evolução, o sofrimento, a superação de muitos atletas paraolímpicos. Foram grandes reportagens, entrevistas, histórias contatadas nesse período’’, afirma Daniela. Ela também cita em entrevista que o atleta não tem o apoio que deveria ter, e apesar das dificuldades que encontram, jamais desistem do que querem.
Sobre a tecnologia no esporte, Daniela destaca que dependendo da deficiência o uso de próteses, cadeira de rodas especiais, e muitos outros, podem contribuir no resultado final.
Sem falar nos aparelhos para os treinos responsáveis por melhorar a desempenho dos atletas paraolímpicos.
Entrevista com o engenheiro e diretor de marketing Vitor Schildt
Em favor dos atletas
Em favor dos atletas
Josiane Dias de Lima, 42 anos, é filha de pescador, formada em Administração e professora de Educação Física. Sempre encontrou no esporte a chance de superar os seus limites. “O esporte, para mim, significa vida, porque quando eu sofri o acidente de trânsito, estava preparada para ser amputada, eu quase morri. Mas eu praticava muito esporte, tinha uma panturrilha, uma perna muito forte, uma musculatura bastante resistente, que acabou absorvendo o impacto e mantendo a minha artéria ligada ali, por um fiozinho. Depois eles fizeram uma revascularização da perna, aguardaram eu estabilizar e acabou dando tudo certo”, lembra. Josiane teve uma locomoção prejudicada após sofrer um acidente de carro em 2004.
A modalidade da atleta é a do remo paraolímpico. Ela iniciou nos jogos em 2006, participou dos jogos paraolímpicos de Pequim, Londres, Rio e está se preparando para as competições em Tóquio em 2020.
‘’Entre os principais títulos, sou campeã brasileira, invicta na minha categoria, a medalha de bronze na paraolimpíada de Pequim em 2008, 3 medalhas em campeonatos mundiais, 1 ouro, 1 prata e 1 bronze, 1 ouro em 2007 na Alemanha, 1 prata em 2009 na Polônia, e 1 bronze em 2014 na Holanda, 2 pratas na copa do mundo, em 2012, na copa do mundo da Sérvia e em 2015 na copa do mundo na Itália. “Sou penta campeã mundial de remo, remo Indoor, nos Estados Unidos, em Boston”, conta orgulhosa.
Para a atleta Josiane, através da tecnologia, o esporte vem ganhando uma proporção maior. “A própria maneira como é feita a piscina, as pistas de competição, os equipamentos, o barco, a hidrodinâmica, aerodinâmica, tudo feito com estudo de física, então isso vem evoluindo e contribuindo bastante”, explica.
Segundo ela, há inclusive quem diga que daqui a alguns anos os corredores paraolímpicos tendem a atingir tempos maiores do que os atletas olímpicos, por causa da tecnologia e da melhor qualidade das próteses.
Terezinha, citada no início dessa reportagem, também destaca que a tecnologia trouxe ótimos resultados nas performances desses atletas, em especial, nas possibilidades de treinamentos.
Além de um melhor desempenho, cada um desses atletas quer ter o reconhecimento, superar os seus limites, encontrar no esporte uma forma de lidar e vencer a cada dia um novo obstáculo. “Poucas são as pessoas que reconhecem que somos apenas humanos tentando superar nossa limitação’’, conclui Terezinha.
A modalidade da atleta é a do remo paraolímpico. Ela iniciou nos jogos em 2006, participou dos jogos paraolímpicos de Pequim, Londres, Rio e está se preparando para as competições em Tóquio em 2020.
‘’Entre os principais títulos, sou campeã brasileira, invicta na minha categoria, a medalha de bronze na paraolimpíada de Pequim em 2008, 3 medalhas em campeonatos mundiais, 1 ouro, 1 prata e 1 bronze, 1 ouro em 2007 na Alemanha, 1 prata em 2009 na Polônia, e 1 bronze em 2014 na Holanda, 2 pratas na copa do mundo, em 2012, na copa do mundo da Sérvia e em 2015 na copa do mundo na Itália. “Sou penta campeã mundial de remo, remo Indoor, nos Estados Unidos, em Boston”, conta orgulhosa.
Para a atleta Josiane, através da tecnologia, o esporte vem ganhando uma proporção maior. “A própria maneira como é feita a piscina, as pistas de competição, os equipamentos, o barco, a hidrodinâmica, aerodinâmica, tudo feito com estudo de física, então isso vem evoluindo e contribuindo bastante”, explica.
Segundo ela, há inclusive quem diga que daqui a alguns anos os corredores paraolímpicos tendem a atingir tempos maiores do que os atletas olímpicos, por causa da tecnologia e da melhor qualidade das próteses.
Terezinha, citada no início dessa reportagem, também destaca que a tecnologia trouxe ótimos resultados nas performances desses atletas, em especial, nas possibilidades de treinamentos.
Além de um melhor desempenho, cada um desses atletas quer ter o reconhecimento, superar os seus limites, encontrar no esporte uma forma de lidar e vencer a cada dia um novo obstáculo. “Poucas são as pessoas que reconhecem que somos apenas humanos tentando superar nossa limitação’’, conclui Terezinha.

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